28 de nov de 2009

Radioamador com maior número de indicativos do Brasil

José Alves da Silva é o primeiro radioamador do Brasil e do mundo a possuir 32 indicativos de chamada.

José Alves da Silva é o primeiro radioamador do Brasil e do mundo a possuir 32 indicativos de chamada. Um radioamador é uma pessoa que se comunica com outras via rádio, chamado de transceptor, o qual recebe e emite sinais e voz de pessoas.

Existem vários modelos de transceptores, eles podem ser portáteis, sendo utilizados em movimento ou até mesmo dentro de um carro. Os que são usados na mão, são chamados de HT, já os de automóveis são conhecidos como rádios móveis e os utilizados em casa, são rádios base.

O radioamadorismo é um hobby muito difundido no Brasil e é sem fim lucrativos. Ele funciona através da vontade de seus radioamadores de se comunicarem com Brasil e com o mundo. Qualquer pessoa, a partir de dez anos, pode ser um radioamador basta estar devidamente autorizado.

Essa autorização é dada pela ANATEL (Agencia Nacional de Telecomunicação), a qual autoriza para aplicar provas a LABRE (Liga de Amadores Brasileiros em Rádio Emissão) entidade que representa legalmente os radioamadores em todo o Brasil . No entanto, para obtê-la precisa antes estudar uma apostila e ser submetido a um teste, o qual haverá uma pontuação mínima exigida para poder se tornar um radioamador.

Após isso, a pessoa deve pagar uma taxa (FISTEL) para poder se comunicar e receber o seu indicativo de chamada, que irá identificá-lo no rádio como um radioamador. Vale salientar que a licença tem prazo de um ano e no término desse período a pessoa deverá refazer o teste.

Aos 42 anos, José obteve o seu primeiro 1º indicativo o “ZZ2 AJA”. E não parou mais, hoje ele possui 32 indicativos (veja todos na tabela abaixo). Isso porque, segundo ele, queria ter um indicativo em cada estado do país e ser conhecido como o 1º radio amador a representar qualquer estado no Brasil. Assim, resolveu ter uma licença para cada estado e das Ilhas Oceânicas, ficando no total com 32 indicativos diferentes (27 indicativos estaduais e mais cinco das ilhas oceânicas).

Existe no radioamadorismo um certo sistema de classes, elas são exatamente quatro, e são denominadas com A, B, C e D. Para quem está iniciando pertence a D e os mais experientes são da classe A. Essa classe é quando a pessoa se aperfeiçoa e adquire muita prática, para chegar a ela é preciso de vários testes de ascensão. No entanto, o usuário tem direito de sua comunicação com o Brasil e o Mundo. José, chamado no rádio como “Jota Jota”, que tem em Brasília o indicativo de chamada de PT2JFK, já passou por todas as classes do radioamadorismo. Ele é um radioamador classe A, podendo operar em todas as freqüências de radioamadores e se comunicar com todo o planeta.

“Jota Jota” se comunica com cerca com 15 radioamadores e chega a ficar em média quatro horas diárias se comunicando com o mundo por seu transceptor. “É gostoso o prazer de ouvir e ser ouvido em todo o mundo e fazer amigos” afirma José.

José também possui um outro recorde homologado pelo RankBrasil, o primeiro radioamador no Brasil, e segundo ele, do mundo, a ter 27 indicativos com a mesma seqüência de letras, “JFK”. Ela é usada em todos os estados brasileiros, se diferenciando apenas nas Ilhas Oceânicas. Nenhum radioamador havia feito isso, principalmente porque além de todas as taxas, tem que pagar anualmente para cada um dos seus 32 indicativos.

JFK em qualquer lugar do país é a mesma pessoa. Caso alguém possua um transceptor, em qualquer lugar do país ou do mundo e ouça uma transmissão do Brasil com o sufixo JFK, estará falando com José.

01- ACRE PT8 JFK JOTA JOTA

02- ALAGOAS PP7 JFK JOTA JOTA

03- AMAPÁ PQ8 JFK JOTA JOTA

04- AMAZONAS PP8 JFK JOTA JOTA

05- BAHIA PY6 JFK JOTA JOTA

06- CEARÁ PT7 JFK JOTA JOTA

07- DISTRITO FEDERAL PT2 JFK JOTA JOTA

08- ESPÍRITO SANTO PP1 JFK JOTA JOTA

09- GOIÁS PP2 JFK JOTA JOTA

10- MARANHÃO PR8 JFK JOTA JOTA

11- MATO GROSSO DO SUL PT9 JFK JOTA JOTA

12- MINAS GERAIS PY4 JFK JOTA JOTA

13- MATO GROSSO PY9 JFK JOTA JOTA

14- PARÁ PY8 JFK JOTA JOTA

15- PARAÍBA PR7 JFK JOTA JOTA

16- PARANÁ PY5 JFK JOTA JOTA

17- PIAUÍ PS8 JFK JOTA JOTA

18- PERNAMBUCO PY7 JFK JOTA JOTA

19- RIO DE JANEIRO PY1 JFK JOTA JOTA

20- RIO GRANDE DO NORTE PS7 JFK JOTA JOTA

21- RIO GRANDE DO SUL PY3 JFK JOTA JOTA

22- RONDÔNIA PW8 JFK JOTA JOTA

23- RORAIMA PV8 JFK JOTA JOTA

24- SANTA CATARINA PP5 JFK JOTA JOTA

25- SÃO PAULO PY2 JFK JOTA JOTA

26- SERGIPE PP6 JFK JOTA JOTA

27- TOCANTINS PQ2 JFK JOTA JOTA

ILHAS BRASILEIRAS OU ILHAS OCEÂNICAS

28-FERNANDO DE NORONHA PY0 FJA JOTA JOTA

29-MARTIN VAZ PY0 MJA JOTA JOTA

30-TRINDADE PY0 TJA JOTA JOTA

31-ATOL DAS ROCAS PY0 RJA JOTA JOTA

32-PENEDO DE SÃO PEDRO E PY0 SJA JOTA JOTA

27 de nov de 2009

Cartão QSL Virtual - Crie seu cartão online.

Este sistema poderá ajudar algum Radioamador a enviar um cartão QSL de algum contato que tenha feito, pois é considerado a cortesia final de um QSO.

O sistema é simples, mas você precisa saber o email dele, para isso caso não saiba verifique no setor de QRAbusca, caso ele esteja cadastrado por lá, ficará fácil sabe-lo.

  • 1º Passo - Escolher o tema do Cartão QSL,
  • 2º Passo - Preencher os dados do contato efetuado
  • 3º Passo - Conferir e Clicar em Enviar, pronto está feito.

    Assim que seu parceiro abrir a caixa de mensagens de email, o seu cartão estará lá, prontinho, igualmente ao que vc visualizou no sistema. Caso tenham algum em especial poderá manda-lo para o QTCBrasil, que iremos disponibiliza-lo no sistema. Simples né, então tente,

  • No sistema, hoje, temos 171 QSL's cadastrados, divididos em 6 temas diferentes. Onde todos eles podem ser usados, inclusive você poderá enviar o QSL seu, para que seja disponibilizado assim que se fizer necessário por vc mesmo.




    Fonte: QTCBRASIL

    PASSOS PARA MONTAR UMA ESTAÇÃO DE RADIOAMADOR

    1) O primeiro passo a tomar é obter uma licença de Radioamador. Comece "com o pé direito", procurando a LABRE - Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão ou a ANATEL de seu Estado ou região. Não se deixe levar pelo caminho "mais curto" da clandestinidade, pois além de sua atividade não ser reconhecida legalmente e entre os próprios Radioamadores, o uso de equipamento de radiocomunicação sem a devida licença expedida pela ANATEL, infringe leis e pode ser punido com pesadas multas e processo federal.

    2) De posse de sua licença, você terá diversas opções de equipamentos e antenas, desde os mais simples que operam em apenas uma faixa, como os rádios de VHF até os mais sofisticados, como equipamentos de banda corrida. Caso tenha obtido licença de classe D, você ficará limitado a operar apenas nas faixas de VHF e UHF. Caso sua licença seja C ou maior, poderá operar em outras faixas de HF e com maior potência.

    Uma outra opção muito interessante, é a de partir para a própria montagem de seu equipamento. Existe muita literatura sobre projetos de equipamentos em livros e na Internet. Algumas empresas, como as americanas Elecraft e a Vectronics disponibilizam equipamentos sob a forma de kits para montagem. A montagem de seu próprio equipamento é muitas vezes mais gratificante que a compra de um equipamento pronto.

    Os equipamentos básicos para começar uma Estação são:

    1. O rádio.
    2. Uma fonte de alimentação de 13,8V com corrente superior ao máximo consumo do seu rádio.
    3. Uma antena específica para a faixa de operação de seu rádio, que poderá ser construída por você mesmo.

    3) Determine um local livre de sua casa para a instalação da(s) antena(s). Caso more em condomínio, veja a legislação específica, que garante o direito ao Radioamador da instalação de antenas.

    4) Disponibilize um caderno para o registro de seus comunicados. O livro de registro de comunicados é obrigatório nas estações de Radioamador. Caso queira, existem diversos programas de computador que administram seus contatos.

    5) Providencie um cartão QSL. O cartão QSL é uma cortesia enviada pelos Radioamadores através dos Correios ou pela LABRE e tem a finalidade de comprovar a realização de seus contatos. O cartão será útil na obtenção de diplomas, que exigem a comprovação dos contatos. O cartão poderá ser criado pelo próprio Radioamador e impresso em uma impressora de computador ou em uma gráfica. Caso queira, as LABREs e diversos clubes de Radioamadores disponibilizam cartões QSL a um custo muito baixo. São cartões padronizados onde há um local para a inclusão de seu indicativo.


    Diversas modalidades podem ser praticadas como CW (telegrafia), fonia (voz), transmissão de dados, operação via satélite, QRP (baixa potência), HF (para comunicados com todo o mundo), VHF (contatos locais), etc.

    Use sua imaginação e venha fazer parte dessa grande família!

    Matéria divulgada no Catálogo 2004 da Radiohaus Radiocomunicação.
    O Catálogo Radiohaus é uma publicação anual da Radiohaus Radiocomunicação, marca fantasia de Hübsch Eletrônica Indústria e Comércio Ltda., estabelecida à Rua Pedro de Toledo, 665, 5º andar, Sl.55, Centro, Indaiatuba-SP, telefone (19) 3894-2677, Caixa Postal 260 – CEP 13330-970, Site > www.radiohaus.com.br.

    PY5ZD agradece Erwin Hübsch Neto, PY2QI por autorizar a inserção de sua matéria neste site

    I.T.U ZONES AND REGIONS



    Clique aqui e descubra qual o I.T.U de sua região.


    26 de nov de 2009

    O PLC BATE A PORTA DO RADIOAMADORISMO, E A LABRE FAZ O QUE???

    oa tarde;  Acompanhem o e-mail que nosso amigo André PY3IT envio para a LABRE CENTRAL perante a gravidade das afirmações feitas pelo governo:   "Prezado Sr. Presidente da LABRE,   No plano de expansão do Ministério das Comunicações  da Banda Larga no Brasil, publicado através do documento entitulado "O Brasil em Alta Velocidade" o serviço de Internet pela rede elétrica é mencionado como uma das soluções. Neste documento, é citado que o Serviço de Radioamador poderá ser operado em caráter secundário. Caso este fato se concretize, não é necessário comentar, o enorme prejuízo que nós Radioamadores iremos sofrer.  O trecho em questão está na página 85:  (...) No Brasil, a tecnologia PLC deve ser considerada devido à grande capilaridade das redes de distribuição de energia elétrica no país e à recente regulamentação de seu uso. Em abril de 2009 a ANATEL publicou a Resolução 527 que aprova o Regulamento sobre Condições de Uso de Radiofrequências por Sistemas de Banda Larga por meio de Redes de Energia Elétrica (BPL). O documento estabelece os critérios e parâmetros técnicos que permitem a utilização dessa tecnologia na radiofrequência entre 1.705 kHz e 50 MHz, por meio do uso compartilhado do espectro eletromagnético com os serviços de Radioamador e o de Radiodifusão de Sons e Imagens, que poderão operar nessas faixas em caráter secundário. (...)   Sr. Presidente, eu vejo uma grande ameaça para a nossa atividade se aproximando. Contudo, eu não estou vendo ações da LABRE. Consultando a página da entidade, não há menção a nenhuma providência sendo tomada em relação ao assunto PLC, nos moldes de como a ARRL tomou nos Estados Unidos da América. Eu peço encarecidamente de que a LABRE tome providências e que informe o que está sendo feito aos seus associados. Respeitosamente, eu acredito que é um direito de todos os associados saber das atividades da entidade que mantemos e também acredito que seja dever da LABRE defender os direitos da categoria a qual representa.  Grato pela atenção, André Schwantes PY3IT (Filiado a LABRE)"  VAMOS EM FRENTE, A LUTA CONTINUA!!!  73,  Daniel PU6ZAA

    25 de nov de 2009

    Para ler e pensar: A ARTE DE NÃO ADOECER

    "A arte de não adoecer"


    Se não quiser adoecer - "Fale de seus sentimentos"
    Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.

    Se não quiser adoecer - "Tome decisão"
    A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

    Se não quiser adoecer - "Busque soluções"
    Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

    Se não quiser adoecer - "Não viva de aparências"
    Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

    Se não quiser adoecer - "Aceite-se"
    A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

    Se não quiser adoecer - "Confie"
    Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.

    Se não quiser adoecer - "Não viva sempre triste"
    O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. "O bom humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é saúde e terapia.

    Dr. Dráuzio Varella

    RADIOMADORISMO (Converse com os radioamadores pela internet)

    Atenção Radioamadores: Programa como o CQ100 e Echolink porem gratuito e opera em HF muito bom, vale a pena.

    Pra quem tem banda larga, não deixe de experimentar um excelente software feito exclusivamente para os radioamadores chamado HAMSPHERE, trata-se de um simulador de HF, com todas as bandas de Radioamador via internet VOIP. Muitos radioamadores do mundo inteiro estão usando. A diferença deste software para o Echolink é que este simula um rádio de HF até mesmo com aquele chiado da faixa e faz com que o mesmo fique muito idêntico a um rádio de HF real. Para baixar no site, preencha um cadastro que pede seu indicativo, uma senha e seu e-mail para confirmação de cadastro, não deixem de experimentar, pois vale pena, achei muito legal, aí vai o link: http://www.hamsphere.com/

    O Brasil em alta velocidade

    Olá amigos,

    No plano anunciado hoje a tarde pelo governo federal para expansão da banda larga, o PLC foi citado no documento escrito entre as páginas 84 e 87. Alguns trechos:

    "(...) No Brasil, a tecnologia PLC deve ser considerada devido à grande capilaridade das redes de distribuição de energia elétrica no país e à recente regulamentação de seu uso. Em abril de 2009 a ANATEL publicou a Resolução 527 que aprova o Regulamento sobre Condições de Uso de
    Radiofrequências por Sistemas de Banda Larga por meio de Redes de Energia Elétrica (BPL). O documento estabelece os critérios e parâmetros técnicos que permitem a utilização dessa tecnologia na radiofrequência entre 1.705 kHz e 50 MHz, por meio do uso compartilhado do espectro eletromagnético com os serviços de Radioamador e o de Radiodifusão de Sons e Imagens, que poderão operar nessas faixas em caráter secundário.

    (...)

    Entretanto, análises recentes do mercado [115] consideram a regulamentação da Aneel excessivamente restritiva visto que, a introdução da tecnologia PLC implica riscos significativos por parte de investidores em função de seu estágio de desenvolvimento, e a obrigatoriedade de repasse de 90% da receita auferida pelas distribuidoras, com o aluguel das redes, para a modicidade tarifária da energia elétrica. Esta regra permitirá uma apropriação de apenas 10% das receitas por parte das concessionárias de distribuição. Além disso, a regulamentação impede que as concessionárias prestem o serviço de banda larga diretamente, mas permite que estas empresas abram subsidiárias com esse fim. Entretanto, impõem a necessidade de licitar a oferta para utilização de suas redes concomitantemente junto a todos os interessados - subsidiárias e independentes - o que também dificulta a realização dos primeiros planos de negócio e, portanto, dos primeiros contratos de implantação".

    Documento completo:

    http://www.mc.gov.br/wp-content/uploads/2009/11/o-brasil-em-alta-velocidade1.pdf

    24 de nov de 2009

    APURAÇÃO JOTA 2009 CONCLUÍDA COM SUCESSO

    A organização do JAMBOREE NO AR, concluiu a apuração do JOTA 2009 e divulgou o resultado nacional.

    Em breve será divulgado a classificação geral dos participantes.

    Entrevista radioamadorismo - Foz do Iguaçu

    Entrevista realizada em Foz do Iguaçu sobre o radioamadorismo.

    22 de nov de 2009

    Controlador de voo foi chamado por rádio por piloto de avião. Assista o video.

    O controlador de Voo da cidade de Catalão cujo o apelido é.... BaRUlhaDA, foi chamado por rádio por um piloto de avião para pouso, veja o video.

    Conteste ou Concursos de Radioamador

    A primeira pergunta é lógica é "O que é um conteste"? Os contestes iniciaram-se aproximadamente há setenta anos atrás. O conceito foi desenvolvido como uma tentativa de melhorar a habilidade operacional dos Radioamadores.

    Para o iniciante, um conteste não é nada mais do que uma operação programada para encorajar Radioamadores a contatar tantos quantos outros forem possível em um determinado período de tempo e freqüências. Contestes variam entre os nacionais, sul-americanos e internacionais como o CQWW.

    Habilidade e conhecimento para operar em contestes são qualidades que vem somente com a experiência. Enquanto muitos operadores tem "habilidade instintiva" (como pôr exemplo, capacidade de receber CW em velocidades altas ou muito altas, etc..), o meio mais rápido e eficiente para aumentar a sua habilidade é participando de contestes.

    Desafortunadamente, contestes e operadores de contestes podem ser também muito intimidatórios. Em CW, aparentemente, centenas de estações estarão transmitindo no mínimo a 200 ppm (palavras pôr minuto). Observando o SSB, você ouvirá operadores de primeira linha trabalhando médias de 300 QSO´s (contatos) / hora. O iniciante em conteste observa tudo isto e pensa:

    "ISTO NÃO É AMBIENTE PARA MIM!"

    O segredo de tudo é lembrar que o que cada Radioamador que você ouvir durante um conteste começou exatamente no mesmo lugar em que você está agora!

    O Campeão dos anos 90 foi o principiante dos anos 70.

    Vamos rever alguns conceitos básicos da operação em contestes:

    1. Transmita SEMPRE seu indicativo de chamada por inteiro quando chamando uma outra estação.
    2. Precisão é mais importante do que velocidade. Entretanto, tente transmitir a menor quantidade de informação necessária para validar um QSO (contato) como definido pelo regulamento do conteste.
    3. Treinar, treinar e treinar. Muitos participantes operam CW em velocidades baixas e são excelentes para que você possa afiar sua habilidade operacional.
    4. Pratique fora dos contestes. Não existe substituto para melhorar suas habilidades em CW e/ou desenvolver bons ouvidos no SSB do que treino, muito treino.
    5. Nunca se renda ou fique desanimado. Sucesso em contestes sempre será um termo relativo. A maioria dos participantes nunca vencerá. Mas você poderá se divertir muito tentando superar um escore anterior ou algum objetivo pessoal.
    • Serão os contestes somente para poderosas estações?

    Embora, como já dissemos anteriormente, os contestes possam ser intimidatórios, a resposta é absolutamente NÃO! Existem apenas uns poucos vencedores entre os muitos que participam de um determinado conteste. Como já foi dito milhares de vezes, existem somente uns poucos vencedores entre os milhares que participam de contestes.

    Estabeleça um objetivo para si mesmo. Seu objetivo pode variar entre melhor o seu escore do ano anterior até aumentar a sua velocidade de recepção.

    Se os contestes fossem somente para as estações poderosas eles simplesmente não existiriam.

    • Qual o tipo de rádio que se deve utilizar?

    Embora não fazendo propaganda de nenhuma marca, dentre as muitas existentes no mercado, vamos enumerar os elementos básicos que um transceptor deve possuir, especificamente para contestes:

    Nota do tradutor: Esse artigo foi traduzido da CQ e lá nos USA um equipamento com as características abaixo são baratos e comuns, portanto não fique desanimado.

    1. Transmissão transistorizada, não necessitando de sintonia.
    2. Digital Interface para computadores (RS232)
    3. Filtros opcionais
    4. Reputação
    5. RIT/XIT
    6. DSP – Digital Signal Processor
    7. VFO duplo
    8. Seleção de atenuação da recepção

    As vantagens e a utilização dos elementos acima citados serão discutidas posteriormente. Ao pensar em adquirir um equipamento, não se esqueça da velha propaganda de boca. Pesquise, pergunte aos mais experientes, procure saber os prós e contras do(s) equipamento(s) que pretende adquirir.

    • Contestes e Computadores

    Uma segunda e importante aquisição em equipamentos, que tem crescido muito ultimamente é o COMPUTADOR.

    A mesma linha de raciocínio utilizada para a aquisição do rádio deve ser seguida para qualquer periférico da sua estação.

    Uma estação de contestes sem um computador é quase como uma estação sem antenas!

    Finalmente, existe uma enorme gama de acessórios (principalmente de fabricação caseira) que ajudam a definir uma estação de conteste.

    Atente para questões como chave de antenas, acopladores, fones de ouvido, aterramento, proteção, filtros de linha, pré-amplificadores, etc...

    • Antenas, o que utilizar?

    Antenas sempre serão uma boa adição para a sua estação, qualquer que seja a finalidade dela. A sua seleção depende de vários fatores como dinheiro, tempo e espaço. Mantenha a mesma filosofia que utilizou para escolher os outros componentes da sua estação. Esteja você interessado em Contestes, Diplomas ou Rodadas, o objetivo será sempre o mesmo: obter o melhor sinal possível.

    Há muitos anos os Operadores de Contestes tem liderado o campo das inovações e melhoramento de antenas. Embora a grande maioria dos Radioamadores disponha de recursos limitados, uma combinação de antenas dipolos bem ajustados e corretamente utilizados contam muitos pontos nos Contestes Nacionais e Sul-Americanos ou mesmo mundiais. No campo internacional, uma direcional tribanda para 10/15/20 metros e dipolos para 40/80 metros em mãos experientes podem realizar feitos impressionantes.

    Uma outra alternativa é escolher uma única banda e concentrar todos os esforços nela.

    Uma leitura em bons livros sobre antenas como o ARRL Antenna Handbook não somente é educativo como também fornece alternativas de baixo custo para o iniciante.

    • Em que categoria eu devo entrar?

    A escolha de uma categoria para operação começa com a leitura e compreensão dos regulamentos dos Contestes. Eu, particularmente, sou um entusiasta pela participação de iniciantes em operações de estações da categoria Multi-operadores. Se você tiver a sorte de conseguir a orientação de um operador mais experiente, melhor ainda.

    • Como conseguir uma boa pontuação com uma modesta estação?

    A maior parte das boas estratégias na operação em Contestes fundamentalmente deve ser baseada no bom senso. Infelizmente, nem todos terão a oportunidade de operar de uma "Super estação".

    A grande maioria dos competidores usa antenas direcionais tribandas e dipolos. A pergunta é: como se divertir operando uma modesta estação e como tirar o máximo proveito dela?

    Para a maioria das pessoas, contestes é uma ocasião que nos permite operar rádio e ver o que podemos fazer. A questão da maximização da nossa pontuação começa com uma análise honesta da condição da nossa estação e das suas fraquezas.

    Se você utiliza um dipolo em 40 metros, é muito difícil competir com as grandes antenas direcionais do início inferior da banda. Porém, percorrendo a banda de cima a baixo e contestando as outras estações que efetuam uma chamada geral (CQ) pode ser muito produtivo.

    Segundo, a escolha da hora de operação é um ponto chave. Se você tem limite (s) de tempo para operação, tente escolher uma programação que combine esse seu período de operação com os períodos de boas aberturas de propagação na(s) banda(s) escolhida(s) para operação.

    A utilização dos microcomputadores tem ajudado tremendamente no processo de checagem do nosso progresso durante um conteste. Pode parecer óbvio, mas nunca esqueça de trabalhar aquele coisa que parece óbvia e fácil. Eu mesmo já me esqueci de trabalhar o multiplicador PP2 em um conteste!

    Operar de uma estação modesta, força você a ser um melhor operador.

    Obriga-te a ser mais inteligente quando em um pileup (força bruta nem sempre é tudo). Uma colocação inteligente do seu indicativo de chamada no momento certo, naquela calmaria de um pileup, sempre rende bons dividendos. O mais importante é que uma estação modesta pode ainda ser muito eficiente durante os picos de atividade.

    • Aonde posso conseguir mais informações sobre contestes?

    Dependendo da sua localização geográfica, existem uns números muito grandes de clubes de contestes em todo o mundo interessados em ganhar novos membros. As revistas QTC Magazine, CQ Contest, CQ Amateur Radio e o Jornal National Contest assim como a Internet são excelentes fontes de informações. Por exemplo: www.contesting.com(acho que o nome dispensa explicações)

    NOTA: Este site também é uma excelente fonte de informações

    • Termos confusos dos Contestes

    O operador de conteste usa um vocabulário um pouco diferente dos outros Radioamadores. Procuraremos analisar alguns termos existentes em inglês e que você vai encontrar nas publicações do gênero internacionais e que são normalmente utilizados pelos operadores de contestes internacionais.

    BROKEN CALLS QSO´s

    que foram considerados ilegítimos após o término da checagem do Log (relatório). Este tipo de QSO ocorre quando um indicativo de chamada ou uma parte da reportagem é copiado e registrado incorretamente. É raro encontra-se esse tipo de ocorrência na maior parte dos relatórios, seja de operadores novos ou de experientes.

    CHECK SHEET

    Quase fora de uso por causa dos softwares específicos para contestes como o CT (K1EA) e o NA (N6TR). Você pode usar uma folha de checagem, caso não possua computador, como auxílio e evitar perda de tempo trabalhando estações e/ou multiplicadores que já foram trabalhados.

    CLUB COMPETITION

    Clubes de Contestes não só são um modo para conduzir e encorajar operadores novos a competir, mas resultam também em mini competições entre eles. Você verá freqüentemente as pontuações cumulativas de sócios de clubes aparecendo em resultados de competições como o CQ WW, WPX, ARRL DX ou nos ARRL Sweepstakes.

    No Brasil ou mais conhecidos são o Araucária DX Group, o Tupy e o Guará DX Group.

    DISQUALIFICATION

    A maioria dos relatórios enviados pelos participantes são checadas cuidadosamente e sujeitos a desclassificação como em qualquer outro esporte competitivo. Corredores dos 100m rasos, por exemplo, podem ser desclassificados depois da segunda partida em falso. Os novos operadores podem operar sem nenhum temor. A maioria dos critérios de desqualificação são projetados para identificar abuso flagrante das regras e / ou operação desleal. Cada competição normalmente define seu próprio critério de desclassificação o qual deveria ser lido e compreendido antes do início da competição.

    DUPES

    Regras de competição e regulamentos geralmente são muito específicos em relação à precisão dos relatórios submetidos. Por exemplo, um QSO de conteste não é considerado válido a menos que a informação mínima (por exemplo, troca de reportagens) seja efetuada entre as estações. Quando uma estação é trabalhada mais que uma vez em uma única faixa (ou em qualquer outra faixa em algumas competições como o ARRL10 metros), é considerado um QSO duplicado e deve ser removido do relatório a submissão final do relatório (LOG).

    NOTA: em alguns contestes a não indicação de modo claro que o QSO registrado é duplicata, implica em penalidades.

    EXCHANGE

    A REPORTAGEM é uma informação pré-determinada requerida pelo Regulamento do conteste para ser trocada entre as estações participantes da competição, podendo apresentar diferenças significativas dependendo do Conteste. Alguns exemplos comuns incluem: RS(T) + Número do QSO (por exemplo, 599001); RS(T) + Zona CQ; RS(T) + QTH (País de DXCC, Estado, Município, Seção de ARRL), etc. Esta informação, em adição ao indicativo de chamada é a informação básica exigida para reivindicar-se um QSO como válido.

    HIGH-CLAIMED SCORES

    Muitos organizadores de contestes publicam uma lista com as mais altas pontuações das estações participantes, em cada categoria, logo em seguida a competição. Isto não reflete nos resultados finais da competição. São pontuações projetadas, com o único intuito, de fornecer uma indicação dos maiores escores antes da conferencia final dos relatórios recebidos.

    MULTI-OPERATOR

    Esta é um das categorias operacionais em conteste. Estações de Multi operadores podem usar um único transmissor (por exemplo, categoria multi-single) ou múltiplos transmissores (por exemplo, categoria multi-multi ").

    MULTIPLIER

    O multiplicador em um conteste é um dos mecanismos utilizados para definir a pontuação final dos competidores. A definição atual de um multiplicador varia dependendo do conteste. No CQ WW, são utilizados como multiplicadores os países da lista do DXCC + Zonas CQ. Outras competições usam Estados norte-americanos ou Municípios, zonas ITU, seções da ARRL, etc. A pontuação final em um contestes é normalmente fornecida pela multiplicação do total de pontos de QSOs pela soma total dos multiplicador (ver pontos de QSO).

    OPERATING PERIOD

    Todas as competições especificam um determinado de tempo de operação. As principais competições de DX duram normalmente 48 horas. Algumas limitam o total de tempo operacional para um subconjunto deste período. Além disso, quando você dá um intervalo, você é solicitado freqüentemente pelas regras dos contestes para cumprir um mínimo de tempo de repouso. Confira a regras de cada competição para maiores detalhes.

    NOTA: os períodos de descanso devem ser claramente indicados no LOG que é relatório dos qso’s efetuados que deve enviado ao organizador da competição.

    OPERATING FREQUENCIES

    Para reduzir o QRM nas faixas, muitos organizadores de contestes sugerem determinadas freqüências de operação para serem utilizadas durante a competição. Isto é especialmente verdadeiro para eventos especiais como os QSO Party americanos e contestes de pequeno porte. Esta prática normalmente não funciona para grandes eventos como o CQ WW devido ao grande numero de participantes.

    QSO POINTS

    Muitas regras de competição tentam aplicar um "peso" para QSOs ao computar as pontuações finais. Por exemplo, um QSO válido dentro do seu continente pode valer um (01) ponto, enquanto contatos com outros continentes valem 3 pontos. Geralmente, a pontuação final em contestes é determinada pela soma de todo os pontos de QSO vezes o total de multiplicadores (veja definição de multiplicador). Na prática cada conteste tem uma pontuação diferente do outro.

    RATE

    A medição da média dos QSO’s trabalhados é um método de avaliar a velocidade com que você está trabalhando os QSO’s durante a competição. É freqüentemente usado como uma medida do seu desempenho e ajuda muito o processo de tomada de decisão para a seleção de faixa / modo em qualquer tempo. As médias normalmente são medidas em uma base de hora em hora (por exemplo, 60 QSOs/hora).

    RUN

    Esta é uma técnica operacional caracterizada por uma estação de conteste permanecendo em uma única freqüência por um período contínuo de tempo trabalhando as estações que respondem à chamada "CQ Contest ". Pode variar de alguns minutos a várias horas nas quais o operador pode registrar 300+ estações por hora em casos extremos. Embora poderosas estações de contestes tenham maiores probabilidades em experimentar este ambiente operacional, estações mais modestas podem experimentar freqüentemente deste estilo de operação em pequenos períodos de tempo.

    "SEARCH and POUND"

    Este método de operar é o oposto do RUN. É caracterizado pela sintonia da faixa para cima e para baixo na procura de novas estações para trabalhar. Este é um modo comum de operação quando a competição tem poucos participantes ou condições de propagação não são boas. Estações menores usam este método operacional mais freqüentemente, pois a elas muitas vezes falta FORÇA BRUTA para sustentar longos RUNS durante a competição.

    NOTA: O termo força bruta refere-se ao uso de amplificadores lineares de potência que podem chegar a 1500W de saída e/ou a utilização de antenas diretivas de alto ganho.

    SINGLE OPERATOR

    Este é a categoria operacional na qual você opera individualmente (é o oposto do multi-operador). Nos últimos anos, ocorreram mudanças nesta classe, como QRP e ASSISTED (por exemplo, utilização do rádio de pacote / 2 metros como um modo ajuda para descobrir os multiplicadores necessários).

    SPOTTING

    Com o advento de rádio de pacote, muitos operadores estão cada vez mais se utilizando esta tecnologia para identificar/ informar estações raras para outros competidores. SPOTTING é comum entre membros de Clubes de Conteste entre outros usuários do packet.

    Texto original CQ Amateur Radio April/97

    K1AR, John Door k1ar@contesting.com
    Editor de Contestes da CQ Amateur Radio

    Versão em português autorizada
    PP2BT, Júlio Maronhas
    pp2bt@yahoo.com.br
    1st Class Radiotelegraphist
    1st Class Amateur Radio
    CWGO Member
    PRC Master Member
    GADX Member
    Guara DX Group Member

    Aterramentos

    Dentre as causas mais comuns que podem ocasionar distúrbios e danos à segurança das pessoas e equipamentos numa estação de telecom estão as descargas atmosféricas, as sobretensões provenientes da rede elétrica comercial e aquelas provocadas por diferenças de potenciais elétrico entre os componentes dentro da estação.

    Para evitar ou mitigar tais efeitos as infraestruturas nos sites de telecom são providas com Sistema de Aterramento, formados por um conjunto de componentes e equipamentos eletro-eletrônicos que tem por finalidade prover:

    • segurança do pessoal de operação, manutenção e usuários contra tensões perigosas;
    • proteção contra sobretensões elevadas que possam provocar danos nos equipamentos;
    • limitação dos níveis de ruído e diafonia ( transferência indesejável de energia de um canal "interferente" para outro "interferido" );
    • uso do terra como caminho de retorno para um dos condutores do circuito de corrente contínua;
    • prevenção contra entrada na rede elétrica local de correntes de alta freqüência geradas por retificadores;
    • atendimento aos requisitos legais, porventura existentes.

    A maneira de prevenir os efeitos indesejados provocados por esses fenômenos, que podem chegar a graves conseqüências sócio-econômica (perdas de equipamentos e de vidas humanas), é fazer com que todos os componentes instalados numa estação tenham como referencial elétrico um único meio, a que se denomina o terra elétrico - um corpo ou meio físico que possui praticamente uma capacidade ilimitada de absorver energia, sem alterar o seu potencial elétrico.

    O projeto de dimensionamento do sistema de aterramento deve considerar que tais fenômenos ocorrem segundo comportamentos particulares no que se refere a intensidade de energia na dimensão do tempo, e que para tanto devem ter tratamento diferenciado.

    E, por hora, é importante dizer que o sistema de aterramento é obrigatório: a baixa qualidade ou a falta do mesmo, invariavelmente provoca queima de equipamentos, sem falar nos riscos humanos.

    Num sistema de energia CA da estação telecom é muito importante a sua conexão ao sistema de aterramento da estação de telecom, a ponto das companhias comercias de energia elétrica condicionam a aprovação dos projetos elétricos conjuntamente com o projeto de aterramento da estação.


    Aterramento: Princípios de funcionamento

    A qualidade dos sistemas de aterramento depende basicamente do método de distribuição e especificação dos componentes eletro-eletrônicos utilizados e do tipo de solo onde a estação está localizada. São tantas as particularidades que devem ser levadas em conta, que há quem diga que o seu projeto é uma arte. Alguns desses aspectos estão relacionados a seguir:

    O "Terra" ou Ponto Referência de Terra

    Todo sistema elétrico ou eletrônico deve ser referenciado à terra. Este tipo de aterramento é chamado normalmente de terra. Neste caso, o ponto de terra providencia uma referencia comum para os circuitos dos sistemas presentes na estação telecom. Para estes pontos, a referência de terra deverá satisfazer aos requisitos funcionais estabelecidos pelo projeto elétrico da instalação, com valores estabelecidos por normas.

    Existem situações em que partes dos sistemas eletrônicos devem ser independentes não requerendo interconexões com a terra; exceto os componentes que possam haver contato físico com as pessoas, que estes devem estar seguramente aterrados, não permitindo a presença de potenciais perigosos à segurança das pessoas.

    A NBR 5419 fornece a seguinte definição para o Raio: "Um dos impulsos elétricos de uma descarga atmosférica para a terra"

    Em condições atmosféricas propícias, uma separação de cargas ocorre dentro da nuvem, colocando as cargas positivas na parte superior e as negativas na base.

    A terra esta carregada de cargas positivas, e pequenas descargas, originadas na nuvem, em direção à terra começam a se formar, sendo chamadas de correntes eletrônicas. Elas percorrem um caminho tortuoso, geralmente ramificando-se. Estas descargas não são contínuas, mas se processam em etapas de algumas dezenas de metros e com intervalo de repouso de algumas dezenas de microsegundos. Estas primeiras descargas são chamadas descargas piloto.

    Quando as descargas piloto se aproximam da terra, outras descargas que se originam na terra, provocam uma corrente iônica, sobem ao encontro daquela que vem da nuvem, formando assim a descarga principal. Nesse instante é formada uma corrente de grande intensidade, chamada corrente de retorno. É esta descarga principal que pode chegar a valores de até 220.000 A.

    A distância entre a corrente iônica e a corrente eletrônica é que vai determinar o valor da corrente principal (ou corrente de retorno).

    O aterramento de neutralização de um sistema de pára-raios

    O aterramento de um sistema de proteção contra descargas atmosféricas deve ter um tratamento diferenciado. Na realidade este terra deveria ser chamado de "sistema de neutralização de cargas", devido a natureza da eletricidade atmosférica e ao mecanismo das descargas atmosféricas.

    Quando acontece a descarga elétrica (formação de um raio), toda a carga elétrica induzida pela nuvem de tempestade (na superfície da terra, nas estruturas das edificações, nos sistema elétricos e eletrônicos, e em tudo que estiver abaixo da nuvem), deverá se mover em direção ao ponto de contato da descarga, e a neutralização deverá ser processada em 20 microsegundos ou menos.

    Desta forma, os sistemas elétrico, eletrônico, ou qualquer outra parte do local sob influência da nuvem, deverão ter um caminho de baixa resistência e baixa impedância em direção ao ponto de contato de uma descarga atmosférica. Desta forma, os requisitos de funcionamento de um aterramento de pára-raios não devem se restringir apenas nos baixos valores de resistência ôhmica (CC- Corrente Contínua), mas também no caminho de baixa impedância.

    O aterramento de interface com o solo

    A interface elétrica entre o sistema de aterramento e o solo é um dos elementos mais críticos para o estabelecimento de um bom aterramento.

    A conexão terra é na realidade a interface entre o sistema de aterramento e toda a terra, e é por esta interface que é feito o contato elétrico entre ambos ("terra" e sistema de aterramento). Isto é, quanto menor a resistência ôhmica entre os componentes do sistema e o solo em volta, melhor, mais eficiente e seguro o aterramento será.

    Estes sistemas normalmente necessitam também de um ponto de referência ao terra, uma capacidade de neutralização das cargas elétricas induzidas pelas nuvens de tempestade e uma interface de baixa impedância com a terra. A interligação dos diferentes aterramentos e condutores de descidas dos sistemas tem fundamental importância para a efetividade e segurança desejada.

    Entretanto, alicerçadas na aleatoriedade de ocorrência de raios e nos períodos longos que podem ocorrer entre um evento e outro, muitas empresas prestadoras de serviços da área insistem em direcionar seus objetivos para alternativas de baixo custo e confiabilidade duvidosa.

    Voltamos a afirmar, uma proteção efetiva não dispensa os requisitos fundamentais: materiais de qualidade e apropriados para o uso e em quantidade necessária a atender os conceitos da boa técnica e da evolução da tecnologia. Logicamente, os custos estão diretamente relacionados a estes parâmetros, ou seja, recebemos pelo que pagamos.

    A seguir estão listadas algumas regras básica para o projeto de um sistema de aterramento:

    • Deverá ser prevista malha geral de aterramento, através de cabo de cobre nu e hastes de aterramento de aço revestido por camada de cobre (Barras Copperweld), em quantidade suficiente para se obter uma resistência a terra mínima de 5 ohms.
    • Todas as partes metálicas não condutoras da estação, inclusive a torre, cercas, esteiras, caixa telefônica (RF), etc., deverão ser conectadas à malha geral de aterramento.
    • O neutro da Concessionária, o neutro do gerador, juntamente com as barras de terra e de neutro do Quadro Geral de Entrada (QGE), deverão também ser conectados à malha de aterramento, através de uma única barra de cobre centralizadora dessas conexões.
    • A partir da barra de terra do QGE, será provida interligação com cabo isolado à barra de terra do Quadro de Energia CC da estação. A partir dessa barra de terra, deverão ser providos cabos isolados para aterramento individual de todos os sistemas independentes internos à estação. Os quadros eletrônicos também devem ser aterrados através desse cabo isolado.
    • Deverá ser previsto poços de inspeção para medição de resistência de terra.
    • Deverá ser previsto um sistema de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA), tipo Franklin, projetado de acordo com as normas ABNT/NBR-5419 - PROTEÇÃO DE ESTRUTURAS CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS, ou conforme ANSI/NFPA 78 - LIGHTNING PROTECTION CODE - USA, em sua última revisão.
    • As descidas do sistema de proteção atmosférica deverão ser efetuadas com cabo de cobre nu, devidamente protegidas. A conexão ou não do sistema de proteção atmosférica à malha geral de aterramento deverá ser estabelecido em conjunto com os fornecedores dos equipamentos de telecom da estação, durante a fase de projeto, mantendo as garantias operacionais e de manutenção, sob qualquer situação.
    Aterramento: Características Técnicas e Funcionais

    Na seqüência estão descritas algumas informações gerais a respeito das características técnicas e funcionais dos principais componentes do sistema de aterramento.

    Pára-raios

    Para a proteção das edificações é necessária a utilização de pára-raios de acordo com a norma ABNT NBR 5419.

    Pára-raios radioativos não proporcionam proteção adequada e sua utilização é proibida no Brasil.

    Um deles é o pára-raios tipo haste (conhecido como pára-raios Franklin) instalado no alto de edificações ou das torres. Este pára-raios oferece proteção para a edificação (ou parte dela) contida sob o cone de proteção cujo vértice encontra-se no topo da haste captora. O que estiver dentro desse espaço estará protegido (método Franklin).

    O Ângulo de proteção variará de acordo com o nível de proteção requerido, tipo de ocupação, valor do conteúdo, localização e altura da edificação. O método Franklin não se aplica a todos os tipos de edificações, devendo ser utilizados outros métodos (eletrogeométrico, malha ou gaiola de Faraday), de acordo com a norma ABNT NBR 5419.

    No caso de edificações maiores, acima de 60 metros, aplica-se somente o método da gaiola de Faraday. Em quaisquer dos métodos utilizados deve sempre haver um adequado aterramento.

    Para antenas instaladas sobre as edificações, o suporte ou ponto de fixação da antena deve ser aterrado adequadamente. Quando a antena não estiver localizada sobre a edificação, são necessários cuidados especiais, tais como aterramentos adicionais e instalação de blindagem.

    O bom funcionamento dos pára-raios e a adequada proteção contra sobretensão estão associadas a um sistema de aterramento eficaz. O tipo de aterramento e o número de eletrodos de terra (hastes de aterramento) a serem utilizados para assegurar a eficácia do aterramento dependem das características do solo.

    Eletrodos de Terra

    Os eletrodos de terra e sua instalação são um dos elementos essências para a determinação da resistência de aterramento. A resistência de terra dos eletrodos consiste basicamente de três partes:

    • a resistência das conexões metálicas entre os eletrodos e o sistema de distribuição de cabos ao longo do prédio;
    • a resistência de contato entre e os eletrodos e a camada do solo;
    • a resistência do volume de solo das vizinhanças do sistema de eletrodos. Este é o principal componente da resistência de terra. Daí a necessidade de se conhecer a resistividade do solo, evitando-se ao máximo a necessidade de tratamento do solo.

    Os principais tipos de eletrodos: Hastes cravadas verticalmente (as mais usuais); chapas enterradas; Trincheiras (condutor enterrado horizontalmente).

    Poços de Inspeção

    Os eletrodos de terra são conectados ao sistema de condutores que "levam" o terra ao longo da estação através da conexão nos poços de inspeção. Por haver a conexão entre dois materiais sob a terra, esses pontos devem ficar acessível para inspeções periódicas de manutenção.

    Para garantir uma baixa resistência de contato nessas conexões deve ser utilizado o processo de solda exotérmica, ou então usados conectores de material apropriado de modo a evitar a corrosão galvânica.

    Módulo de Proteção

    Dispositivo de proteção utilizado para supressão de surtos (transientes) na rede de alimentação AC. Estes dispositivos são montados no quadro de distribuição AC e são ligados às três fases, ao neutro e à malha de aterramento da estação. Deve ser ligado após o disjuntor de entrada, pois a falham em curto-circuito (falha segura).


    Aterramento: Circuitos de Malha

    Os circuitos de aterramento constituem às chamadas malhas de aterramento da estação. Baseado nos princípios enunciados no item 2 deste texto, de uma forma geral as malhas podem ser divididas em:

    • Malhas Geral de Aterramento da Estação: Nesta malha é efetuado o aterramento de todos equipamentos da estação e de partes metálicas que possam apresentar risco de acidente elétrico (cercas, portas, portões, torres metálicas, esteiramento de cabos etc.) dentro do perímetro da estação.
    • Malha de Aterramento dos Pára-raios: É composta por um anel de condutor de cobre nú ao redor da estação, interligando hastes de cobre, dentro de poços de inspeção. Malha empregada para aterramento do sistema de pára-raios (Franklin e/ou gaiola de Faraday) de proteção do perímetro da estação.Esta malha deve estar fora da área de influência da malha da estação.
    • Malha de Aterramento dos Pára-raios da linha de 13.8 KV: Malha dos pára-raios da linha de alta-tensão (13,8KV) de responsabilidade da concessionária de energia e ponto de interligação do neutro ao terra. Esta configuração protege o transformador da concessionária em detrimento do usuário.

    A condição ideal é usar um transformador com isolação mínima de 70kV, interligar os pára-raios de linha ao terra da concessionária, que deve estar fora da área de influência da malha de aterramento da estação e interconectar o neutro à malha de aterramento da estação.

    A figura abaixo ilustra um diagrama com as diversas malhas de aterramento de uma estação telecom. Estão separadas as três malhas de aterramento conforme a classificação acima.

    A interligação das malhas dependerá de fatores técnicos a serem considerados, como dissemos anteriormente, pelas características dos equipamentos instalados na estação.

    A linha formada a partir o terminal e referência do banco de baterias (normalmente o positivo é aterrado) leva o nome de terra eletrônico, onde os equipamentos eletrônicos são conectados. É comum a sua conexão ao terra da malha geral da estação, mas existem instalações em que não são feitas essa conexão devido a interferências que possam existir nos equipamentos eletrônicos. Esta é uma decisão que projetista do aterramento deve ter em conjunto com os fornecedores dos equipamentos eletrônicos.

    Aterramento: Considerações finais

    Este tutorial apresentou a descrição de conceitos de Infraestrutura de Sistemas de Aterramento em Sites de Telecomunicações. Comenta-se a seguir alguns aspectos importantes no projeto destes sistemas.

    Importância da documentação da instalação (as-built)

    Um projeto de um sistema de aterramento deve conter no mínimo:

    • Critérios Gerais do Projeto de Sistema de Aterramento;
    • Plantas de Diagramas Unifilares;
    • Especificações e Lista de Matérias de Dispositivos e Materiais Utilizados;
    • Manuais de Operação e Manutenção dos Materiais e Dispositivos;
    • Lista de Sobressalentes;
    • Certificado de Ensaios Técnicos dos Materiais e Dispositivos.

    Os projetos devem atender às normas aplicáveis de instalação, e os desenhos de plantas devem atender a normas da ABNT. Recomendamos que a empresa contratante crie seus documentos de especificação de implantação de sistemas de aterramento, de forma a garantir uma boa qualidade na instalação final.

    Fenômenos Lentos e Rápidos

    A concepção, o projeto e a otimização dos sistemas de aterramento devem levar em conta os fenômenos rápidos (descargas atmosféricas). É inadequada, em geral, uma concepção baseada apenas no tipo de comportamento para fenômenos lentos (sobretensões na rede CA).

    Por outro lado, há que conjugar a concepção dos sistemas de aterramento com os sistemas de blindagem para descargas atmosféricas e com os critérios de aterramento e de blindagem de cabos e com as medidas de segurança para atuação de pessoas.

    Se não forem tomadas precauções adequadas, em regiões com elevada densidade de descargas atmosféricas, as mesmas podem originar riscos elevados quanto aos seguintes aspectos:

    • Segurança de pessoas;
    • Danificação de equipamentos, quer de potência, quer de proteção, controle e processamento de informação;
    • Atuação incorreta de sistemas de proteção e controle.

    Aterramento adequado de Postes Metálicos

    Os postes metálicos de iluminação externa em área aberta são pontos de risco, para descarga atmosférica, em sistemas e circuitos de distribuição elétrica. A proteção consiste em aterrar os postes metálicos em uma malha dedicada e não interligada às demais, composta por hastes cravadas junto aos postes e interligadas por condutor de cobre nu. A alimentação do circuito de iluminação deve ser isolada galvanicamente dos demais circuitos através de um transformador de isolação, com potência e isolação adequada.

    Referências

    TELEBRÁS 240-520-701 : Especificação Gerais de Sistema de Aterramento.

    ABNT NBR-14039 Instalações Elétricas em AT (de 1,0 kV a 36,2 kV).

    ABNT NBR-5410 Instalações Elétricas em BT.

    NFPA 70 National Electrical Code (NEC).

    ABNT NBR-5419 Proteção de Estruturas Contra Descargas Atmosféricas.

    ANSI/NFPA 78 Lightning Protection Code.