29 de jul. de 2010

Satélites de Amador

Satélites de Amador

TRUQUES E CONSELHOS PARA OPERAR SATÉLITES DESDE UMA ESTAÇÃO PORTÁTIL



Trabalhar satélites desde uma ilha tropical, desde o alto de uma montanha ou desde o jardim de
tua casa é fácil e divertido, sempre que tenhas o equipamento adequado e um pouco de experiência. Anima-te, vamos fazê-lo !!!

Trabalhar satélites desde lugares remotos ou localizações interessantes é uma gratificante experiência tanto para quem o faz como para quem realiza o QSO contigo. Trabalhar outras estações enquanto estas de férias ou em viagem de negócios dá um toque especial à viagem.
Não obstante, há uns quantos truques que te ajudaram a trabalhar satélites, inclusive nos piores passos...
Para um contacto bem sucedido deves escutar o satélite e ele deve de te escutar a ti. A maior parte dos colegas que têm problemas a trabalhar o "pássaro" é porque não o escutam bem. Como, " no espaço, a propagação é sempre boa ", se escutas o satélite alto e claro, fazer o contacto será uma questão de acertar a eleição da frequência de subida e em escolher bem o horário. Lembrando um velho ditado: "Se podes ouvi-lo, poderás trabalhá-lo! "... e isso é especialmente certo se falamos de satélites.

Alguns radioamadores transmitem através de satélites que apenas podem escutar. São conhecidos como "Alligators" (Crocodilos), porque são todos boca e têm pouco ouvido. Para evitar que te cataloguem como tal, é recomendável que possas escutar o teu próprio sinal emitido pelo satélite na frequência de downlink. Uma vez que possas ouvir-te a ti mesmo no downlink, saberás que a coisa funciona em ambas as direcções.

Nas zonas muito populadas, é habitual que muitos colegas tentem trabalhar o satélite ao mesmo tempo, o qual pode tornar-se muito difícil ou quase impossível, a uma estação portátil que habitualmente usa menos potência. Os fins de semana e dias festivos requerem um pouco mais de paciência. Trabalhar os passos baixos pelo horizonte (com poucas estações activas) é o mais recomendável para operadores portáteis.

Põe à prova as tuas técnicas como operador de satélites em portáteis usando os "pássaros " mais fáceis: Os que funcionam como repetidores de FM no espaço (OSCAR 14, OSCAR 27). Por suposto, necessitarás de um software para saber quando passa cada satélite sobre a tua zona. Há uma multiplicidade de programas que te facilitam essa missão, na secção de software poderás encontrar alguns.

TRABALHANDO COM ANTENAS de PORTÁTEIS

Apesar da maior parte das antenas de portáteis não terem ganho suficiente para escutar o sinal dos satélites, algumas podem ser úteis em certos passos. Há alguns anos atrás era muito difícil escutar o OSCAR 27, mas hoje em dia o OSCAR 14 tem sinais bastante mais fortes. As antenas de maior ganho são melhores, por suposto, e isso significa que quanto mais larga seja a antena do portátil melhor trabalhará. O AO27 e o UO14 têm downlink em 70cm (UHF) o que torna a escuta mais difícil. Para escutar estes dois satélites podem-se usar objectos perto e inclusive a orografia do terreno para uma melhor recepção. Um dos truques mais estendidos é por o portátil voltado para baixo. Assim, os sinais reflectidos no solo ajudam a melhorar a escuta. O usar auriculares permite-nos mover o portátil facilmente, para encontrar a melhor posição.

Aquilo dito até agora funciona bem para a recepção, mas transmitir sem um microfone externo será uma tarefa difícil. O truque de dar a volta ao portátil funciona melhor com os passos que são de 10 a 30 grados sobre o horizonte. Para os passos mais altos (por cima da tua cabeça) funciona bem por o portátil a uns poucos centímetros sobre o tecto do carro.

Se te aborrece a procura, há um procedimento que funciona perfeitamente com a antena Diamond RH77CA(ou similares): Estaciona o carro na direcção norte sul com a parte dianteira apontando à direcção por onde aparecerá o satélite. Ao começar a passagem, põe a antena a uns 20 cms da chapa do carro. Habitualmente encontrarás ai uma boa reflexão no inicio da

passagem. Quando o satélite alcança uns 15 grados de elevação, surge um bom ponto entre a chapa do carro e o pára-brisas. Mantendo o portátil vertical e com o conector de antena à altura do tecto do carro obtêm-se bons resultados para passos sobre ti e de media elevação. Chegando ao final da passagem, passa-te para a zona da mala para encontrar boas reflexões. Esta técnica funciona perfeitamente com o UO14 mas não tanto com o AO27.
Com o UO14 e o AO27, usar antenas "rubber duck" (antenas que vem com o portátil) é uma desvantagem durante os passos muito concorridos. Apesar de que o AO27 pode ser trabalhado com apenas 100 mW e uma antena "rubber duck", o uso de FM faz com que cheguem os sinais mais fortes e os mais débeis sejam ignorados...

Se tentas trabalhar um satélite desde tua casa, um hotel ou apartamento, seguramente escutarás o sinal do satélite com um portátil e a sua antena mas isso não significa que vás ter êxito. Para melhorar as condições põe-te perto das partes metálicas dos balcões ou janelas, reflectem melhor o sinal.

TRABALHANDO COM UMA ANTENA "FLECHA" :

Link à antena :
Arrow II satellite

Com duas antenas ligeiras em um só boom, a "antena flecha" é perfeita para operar satélites de forma portátil. Para fabricar uma antena similar por tua conta, terás que montar uma antena directiva de VHF de 3 elementos e uma de 7 elementos de UHF, com ângulos correctos no mesmo boom. Embora isso se possa conseguir rapidamente, a facilidade de montagem da antena "flecha" é o que a torna especialmente útil para portátil.

A forma ortogonal desta antena não é um problema, mas se o satélite estivesse na terra e as suas antenas fossem da mesma polaridade, o desenho de directiva cruzada seria um problema. Como os sinais dos satélites atravessam a ionosfera, mudam de polaridade devido à Rotação de Faraday (quando os sinais chegam à terra, a polarização original já foi mudada. Se os sinais de 2 metros e 70 cms são da mesma polaridade um ligeiro giro da antena pode ajudar-nos muito).

Com o AO-27, a antena "flecha" oferece boas condições com os seus 7 elementos, inclusive quando o satélite está já sobre o horizonte. O UO14 tem um sinal de downlink mais forte, pelo qual os contactos se fazem mais facilmente. A antena também trabalha com os FO-20 e FO29 embora a operação possa ser mais complexa. O AO10 pode ser trabalhado no seu perigeo com esta antena, mas por razões de segurança, é recomendável não sujeitar a antena se operas com mais de 10 W.

Os passos baixos é realmente onde esta antena oferece a sua maior qualidade. É nestes passos quando se conseguem os DX mais atractivos e quando há menos colegas trabalhando o satélite. À medida que o satélite passa pelo horizonte, coloca a antena perto do solo. As estacionárias (SWR) podem subir, mas assim recorrerás às reflexões do solo e melhorarás as condições. Esta técnica pode permitir que uma estação no Alasca possa contactar com as estações no resto dos EUA sem problemas. Se o terreno é plano, melhor ainda. Os altos de uma montanha têm uma boa orientação para o horizonte mas não tem boas superfícies reflectoras. Use a antena que use, é importante observar o terreno que te rodeia e o céu. Veja se há tempestades. Uma boa regra é: "Se não há nuvens de tempestade, não haverá raios num raio de 5 kms"... Veja se há linhas da rede eléctrica ou árvores perto. As torres eléctricas tendem a interferir e podem ser perigosas. Veja também se há antenas sobre as montanhas ou edifícios próximos. Finalmente, olha para o céu e traça mentalmente o trajecto que seguirá o satélite. Com uns poucos preparativos, inclusive em plena cidade, poderás ter visibilidade do horizonte.

Para trabalhar qualquer satélite com uma antena linear (dipolo rígido etc...) começa apontando-a para a zona por onde aparecerá o satélite sobre o horizonte. Em FM, uma vez que o satélite está visível, o receptor começará a mostrar sinais, mas não emitas todavia. Gira ligeiramente a antena para procurar a polaridade do sinal, logo localiza o sinal movendo um pouco a antena para trás e frente. À medida que o satélite se eleva, o sinal irá aumentando. Nos passos muito concorridos, a maior actividade se centra sobretudo durante os primeiros minutos. À medida que o satélite passa por cima, segue-lhe o trajecto procurando a maior força do sinal, primeiro com a polaridade, logo com a posição. Quando está em cima de nós, o AO27 tende a ter um sinal mais débil. Se o sinal baixa de repente, gira a antena e aponta-a à zona por onde passa o satélite. O UO14 tem um desvanecimento similar, mas são muito mais infrequentes e duram bastante menos.

Tabela 1- como controlar o efeito de doppler ?

SATÉLITE

AO- 27

UO-14

MOMENTO

transmitir em

receber em

transmitir em

receber em

Ao começo da passagem

145.850

436.805

145.975

435.080

3 minutos depois

145.850

436.800

145.975

435.075

Zenith(máxima cobertura)

145.850

436.795

145.975

435.070

1 minuto depois do zenith

145.855

436.790

145.980

435.065

3 minutos depois

145.855

436.785

145.980

435.060


TRABALHANDO SATÉLITES EM SSB DESDE UMA ESTAÇÃO PORTÁTIL:

Os satélites de VHF e UHF de SSB também podem ser trabalhados com uma estação portátil. Apesar de não existirem portáteis bibanda com SSB, existem vários equipamentos que nos serão úteis. O Yaesu FT-847, o Kenwood 2000, o ICOM 821ou oYaesu FT 817 são suficientemente pequenos para serem colocados numa maleta. Também podes usar um equipamento de 28 Mhz e um transverter. Se o montas num carro, usa um cabo apropriado com fusíveis para conectá-lo directamente à bateria (não ao isqueiro). Se não usas um carro assegura-te de ir equipado com uma bateria de 18 A/h, a ser possível das fechadas para não derramar ácido para nenhum lado. Se usas uma emissora grande, seria interessante utilizar um tripé ou mastro para por a antena.
Trabalhar satélites em SSB é um pouco mais difícil que os de FM. A frequência deve ser ajustada quase continuamente devido ao efeito de doppler (ver tabela 1). Também será mais difícil encontrar o sinal do satélite porque não há portadora de FM. Para começar o passo é recomendável ter memorizado no equipamento a primeira frequência de doppler (ver tabela 1). Apesar de que pôr a antena num tripé ou mastro ajuda a ter livres as duas mãos, todavia necessitarás de ajustar a antena. À medida que a passagem começa e termina, a antena pode estar na mesma posição durante 2 ou 4 minutos. Na metade da passagem seguramente necessitarás de mover a antena rapidamente para manter o sinal. Recorda que é habitual perder o sinal do satélite quando esta justo sobre ti.

INTERFERÊNCIAS:

Embora não seja obrigatório, sempre será recomendável afastar-se das cidades e geradores de electricidade. Antes de trabalhar uma passagem, há uma escuta rápida para comprovar que não há interferências. Dos três tipos de interferências, as próprias geradas pelo equipamento, intermodulações e harmónicos, as geradas pelo próprio equipamento são as mais fáceis de entender. O principal amplificador do equipamento recebe sinais não desejadas que podem interferir com os sinais de um satélite, obviamente bastante mais débeis. Em 70 cms os maiores inimigos são as frequências comerciais de 450 Mhz e o áudio de canais de TV. Em zonas onde se pratica o ATV em UHF também podem gerar-se interferências. As intermodulações podem vir de emissores perto ou de emissores a vários kms de distância. A interferência de harmónicos proveniente de emissores perto ou frequências reflectidas. Todos estes tipos de interferências são muito habituais nas grandes cidades e nas zonas próximas dos emissores de rádio ou TV.

Para evitar a sobrecarga do receptor podes tentar reduzir a interferência apontando a antena a outro sítio ou usando um filtro. A empresa Par Electronics fabrica um para 152 Mhz que é válido para as nossas frequências, logo tens os filtros interdigitais (como este ou o descrito na pagina 6-1 e 6-2 do Manual de projectos de UHF e Microondas publicado pela ARRL que tem uns bloqueadores de interferências excelentes. Pese embora estes filtros ajudem muito a evitar interferências também fazem com que o sinal do satélite seja mais débil porque atenuam os sinais.

As interferências por intermodulações são causadas por sobrecarga do receptor ou pela mistura de outras duas fontes. Quando os sinais "f1" e "f2" se misturam, originam harmónicos em f1-f2 e f1+f2. A maior parte das emissoras têm filtros passabanda e um misturador para misturar o oscilador local e os sinais recebidos com a finalidade de gerar a frequência intermédia (IF).

As interferências de harmónico geralmente só se podem evitar no lugar de origem. Embora apontar a antena a outro lado ajude, normalmente não reduz o problema o suficiente como para trabalhar uma boa passagem do satélite. Por exemplo, se alguém emite em145.600 Mhz seguramente gerará o seu terceiro harmónico em 436.800 Mhz. A não ser que digas ao colega que se cale enquanto dura a passagem, pouco mas poderá ser feito.

Uma vez mais, a melhor forma de evitar interferências é afastar-se o mais possível da fonte que a origina...


CONCLUSÃO:

Há uma grande quantidade de formas e métodos de desfrutar da operação via satélite desde uma estação portátil. Por isso lembra-te: Afastas-te das interferências e das estações de muita potência.

Nós ouvimos os "pássaros" !!!!

Artigo original publicado na QST Março 2001, Por Charles Duey KIØAG

Radioamadorismo via satélites

Radioamadorismo via satélites
Por Cianus Luis Colossi, PY3DU

“ 2.1 O serviço de radioamador é modalidade de serviço de radiocomunicações, destinado ao treinamento próprio, à intercomunicação e a investigações técnicas, levadas a efeito por amadores devidamente autorizados, interessados na radiotécnica a título pessoal, que não visem qualquer objetivo pecuniário ou comercial ligado à exploração do serviço, inclusive utilizando estações espaciais situadas em satélites da terra.”Artigo 2. Definições, da norma 31/94.


urante as décadas de 70 e 80, operar satélites era privilégio de poucos. Alguns radioamadores mais experientes, se aventuravam em satélites tipo AO7, AO8,RS15,RS12/13, entre outros.
Época de ouro, no qual circulavam em órbita de nosso planeta uma boa quantidade de satélites para radioamador.


No entanto estes satélites operavam basicamente em CW e SSB, com subidas e descidas em dois metros, setenta centímetros e dez metros.

A situação não mudou muito; poucos equipamentos ainda hoje utilizados pelos radioamadores em VHF e UHF, em sua maioria, não operam em SSB e CW ! Ainda assim atualmente, temos alguns equipamentos já bem popularizados, que com certeza permitem este tipo de operação.

Mas na década de 90 o lançamento dos AO27, pela AMRAD (Amateur Radio Research and Development Corporation) em 26 de setembro de 1993 e do SO35 pela Universidade de Stellenbosch, Africa do Sul, em 23 de fevereiro de 1999; vieram pôr fim a elitização deste tipo de operação. Pois estes contavam agora com um transponder, analógico para utilização em FM, permitindo assim que qualquer radioamador possuidor de equipamento para FM em 144 e 430 mhz, pudesse passar a falar via satélite, abrindo caminho para uma excitante forma de praticar o radioamadorismo.

Aqui cabe salientar que existem atualmente vários satélites em FM, mas boa parte deles, é para uso em modos DIGITAIS, PSK, PACKET, ETC. Vamos nos deter naqueles que permitem transferir VOZ.



OS LEO, Low Earth Orbit, Satélite de Órbita Baixa

Todos estes satélites até aqui comentados, são satélites que operam em órbitas na ordem dos 800 km de altura, sendo por tanto facilmente acessados com sistemas de antenas de médio porte.

Estes possuem invariavelmente órbitas do tipo circular, mantendo constante a distancia entre o satélite e o centro da terra. Já os de órbitas elípticas permitem contatos a maiores distancias, mas com equipamentos e antenas bem mais apurados.

No caso dos LEO existe um complicante, que é acompanhar a passagem do satélite que descreve no céu um arco, orientado em azimute e elevação; fazendo com que em cada passagem tenhamos um arco mais aberto ou mais fechado em relação a linha do horizonte.

Vamos supor que um determinado satélite, SO50 por exemplo, nos forneça os seguintes dados relativos a sua passagem:

Inicio da órbita (AOS) = 07:15 aos 359°

Fim da órbita (LOS) = 07:25 aos 180°

Máxima elevação = 57 °

Traduzindo: O satélite, aparecerá as 07:15, AOS (Acquisition Of Signal, ou Aquisição do Sinal) na linha do horizonte em direção ao Norte, descrevendo um arco que passará, quase por sobre o observador entre o Atlântico e o continente, passando pela elevação máxima de 57 ° e iniciando a descida, novamente em direção ao horizonte, saindo pelo Sul, com LOS (Loss Of Signal, Perda do Sinal). Tudo isto dentro de um período de exatos 10 minutos, das 07:15 as 07:25.

Durante este período, todas as estações que estejam dentro do alcance do satélite (foot print), poderão se comunicar, permitindo em média, contatos da ordem de 2000km a 3000 km de distância.

Como toda repetidora,
e satélites são repetidoras voadoras, temos de adotar um canal de entrada e um canal de saída; sendo neste caso as freqüências de subida (Uplink) e descida (Downlink), para o SO50 por exemplo, em 145.850 mhz e 436.796 mhz, respectivamente.

No entanto, em se tratando de uma “repetidora” em movimento os sinais de subida e descida são afetados pelo efeito de doppler, fazendo que durante sua passagem a freqüência varie de 436.805 no inicio (AOS), 436.795 no centro da órbita e 436.790 ao final da passagem (LOS), aproximadamente.

É o mesmo efeito observado por alguém parado em uma calçada, e que por ele passe uma “ambulância de sirene ligada”; fazendo dar a impressão que o som da sirene varie do mais agudo ao mais grave durante o deslocamento.

Nos satélites que operam com transponder em SSB, o efeito se torna ainda mais perceptível principalmente nos sinais em CW. Para completar, além do doppler, temos ainda o spin, rotação do satélite que faz variar a polarização dos sinais, que hora chegam verticalmente , hora chegam horizontalmente polarizados.

AS VARIANTES

Até aqui podemos notar que operar via satélite, requer atenção a uma gama bem ampla de variantes:

  • inicio da órbita

  • coordenada de entrada

  • variação da elevação

  • variação da freqüência

  • variação da polarização

  • variação de azimute

E é exatamente esta quantidade de variantes, que faz da operação via satélite mais uma desafiante opção da prática do radioamadorismo.

A ÓRBITA

Para os mais afetos à matemática, com certeza; calcular manualmente a próxima passagem do satélite é algo gratificante, mas torna sem dúvida a operação bem mais complicada. Para facilitar as nossas vidas entretanto, dispomos atualmente de vários programas muito bons para previsão de órbitas. Entre eles podemos destacar:

  • Winworbit – freeware

  • Orbitron – cardware

  • Nova For Windows – pago

Entre outros tantos que podemos localizar via internet, são os citados, os mais populares entre os operadores de satélites da atualidade. Alguns deste programas inclusive, com a interface apropriada, permitem controlar o conjunto de antenas em azimute e elevação, acompanhando automaticamente a passagem do satélite e dependendo do equipamento utilizado para UP e Downlink, acompanhar a variação doppler.

AS FREQUENCIAS

Uma maneira, bem prática, se obter informações sobre os satélites para amadores, é visitando a página da AMSAT, em www.amsat.org .Alias, antes de qualquer aventura, vale a pena dar uma boa navegada no site da AMSAT!

Cabe aqui um parêntese; referente a utilização dos segmentos do espectro radioelétrico. Para que todos nós possamos continuar convivendo em paz, devemos seguir as normas e os acordos de ética operacional, evitando interferências prejudiciais que acabem inviabilizando não só a operação via satélites; mas todos os outros não menos excitantes e diferente modos de emissão.

A ESTAÇÃO

Após ter adotado o programa escolhido e de posse do conhecimento necessário, para escolher este ou aquele satélite, temos de devotar especial atenção a estação; pois com certeza, dela exclusivamente depende o nosso sucesso.

Antes de qualquer tentativa de transmissão, e este é nosso impulso natural, pois caso contrário seriamos radio escutas, temos de ter certeza absoluta de uma, no mínimo, muito boa recepção! Pois como vimos além de sofrer o efeito de variação de freqüência, doppler, temos o efeito de variação de polarização, spin, além é claro da degradação dos sinais de descida dos satélites, que para uma economia lógica de baterias, (e eles são alimentados por baterias carregadas por meio de coletores solares), as potencias de descida são invariavelmente na casa do 1 watt, fazendo que no caso de satélites de órbitas mais distantes, seja necessário o uso de pré-amplificadores de recepção, que também podem auxiliar neste nosso caso em particular, os LEO.


ANTENAS


Para que isto seja possível, temos de nos ater ao conjunto de antenas de recepção. Para os menos exigentes, podemos utilizar antenas do tipo turnstile, que são compostas por dois dipolos cruzados e defasados a 90º , isto para permitir a recepção em polarização tanto horizontal quanto vertical. Veja figura ao lado.

Este tipo de antena, muito conhecido pelos operadores de satélites meteorológicos, pode ser utilizado com relativo sucesso, em28, 144 e 432 mhz, tanto em recepção como em transmissão.

Uma boa lida nos handbooks da ARRL ou no HANDBOOK DO RADIOAMADOR de Aslaz, elucidará as dúvidas relativas a este tipo de antenas.


Estas porém servem basicamente para órbitas mais próximas, mais por sobre as nossas cabeças, e assim como a operação via repetidoras terrestres, se quisermos alcançar DX, ou seja, órbitas mais baixas que permitam uma maior área de cobertura, aí sim, devemos direcionar nosso poder de fogo, utilizando yagis, principalmente as de polarização circular ou cruzadas.


YAGI DE POLARIZAÇÃO CIRCULAR

Neste tipo de antena, temos duas yagis, na mesma gôndola, defasadas a 90 graus.

Para a yagi, de polarização linear, basta montar somente uma das antenas.

E como já foi dito em parágrafos anteriores, ambos os tipos de antenas, devem ser orientadas em azimute e elevação, manualmente ou por meio de rotores.

Entretanto para o caso dos LEO, devemos tomar cuidado para não se utilizar antenas de alto ganho, pois este faz com que o lóbulo principal

fique muito agudo, tornando a antena muito seletiva, necessitando de correção a todo o momento. Este problema, por outro lado, pode ser reduzido ao se utilizarem sistemas informatizados de rastreamento da órbita, via interface oferecida por alguns programas.

ANTENAS HELICOIDAIS

São estas sem dúvida, a melhor opção para quem deseja realmente uma operação séria e eficiente, via satélite. Devido ao seu formato em espiral, permitem com bom ganho uma recepção circular perfeita, podendo ser polarizadas tanto a direita (RHCP= Right Hand Circular Polarization) quanto a esquerda (LHCP= Left Hand Circular Polarization), sendo padrão para operação via satélites, a polarização a direita.


O EQUIPAMENTO

Com o advento dos satélites em FM, ficou muito fácil operar estas repetidoras espaciais, pois a grande maioria dos equipamentos oferecido ao mercado, possuem condições tanto de transmissão quanto de recepção.Neste caso em particular o ideal e preferível, é que se tenha condições de efetuar a monitoração de descida do sinal do satélite, durante nossa própria transmissão.

Muitos preferem em função de seletividade, versus sensibilidade, a utilização de equipamentos independentes para UP e Downlink, permitindo assim além da boa operação via satélite, também a operação de DX em VHF e UHF, entre uma passagem e outra.
Atualmente porém, a grande tendência é a fabricação de equipamentos multibanda, oferecendo numa única peça a possibilidade de operação automática em bandas cruzadas e correção automática de doopler, em alguns modelos específicos.

Para os equipamentos mais comuns, e voltando aos satélites em FM, devemos ter em mente as seguintes características:

  • DUAL BAND

  • FULL DUPLEX

  • Comandos independentes para cada banda

  • STEP mínimo de 5 khz, pois para alguns rádios o passo menor é de 10 khz, impossibilitando a operação de recepção, devido do doppler.

  • Transmissão com subton, programável.

Uma boa opção para quem deseja operar de maneira econômica; é a utilização de seu VHF base para o Uplink acompanhado de um HT para recepção, fazendo com que assim se possa inclusive, operar de maneira portátil, abrindo um novo leque de opções para a operação via satélite.

Pode-se também, optar pela operação QRP, utilizando para isto rádios HTs, tanto no RX quanto no TX, desde que utilizadas as antenas apropriadas.



A OPERAÇÃO PORTÁTIL

O autor deste pequeno texto, por experiência própria, operou portátil/móvel em várias cidades do Rio Grande do Sul via UO14.

Para isto, experimentei os seguintes arranjos:

1) Uplink: FT23R, HT, 5 watts e yagi de 3 elementos, montada em cano de pvc.
Downlink: ICU68, HT, com yagi de 3 elementos, montada na mesma gondola de VHF, defasadas em 90 graus.

2) UP/Downlink: TM721A, dual band, sem duplexador, com yagi dual band, parecida com a da figura ao lado, porém com gôndola em PVC e elementos em FIO de cobre, 8 mm.

3) Uplink: TM 7212 A, antena vertical ¼ de onda, base magnética.
Downlink: ICT7A, ht dual band, antena yagi de 5 elementos, polarização linear.


Em todos os casos acima, as antenas são utilizadas na mão do operador, permitindo apontar as mesmas para o satélite durante a passagem, com a vantagem de poder variar a polarização, de vertical para horizontal rápida e facilmente. Em todos os casos, foram observados 100 por cento de sucesso nos QSOs via satélite. Sendo porém por comodidade, em função do peso das antenas, adotado o ultimo arranjo. Tendo em vista a antena de Uplink ficar fixa no veículo, fazendo com que a yagi de Downlink fosse utilizada só com os elementos de UHF, pesando perto de 0,3 kg.


MÃOS A OBRA

Assim sendo e de posse destas informações, aliadas a perspicácia e ao desejo da aventura, características típicas do RADIOAMADOR VERDADEIRO, temos as ferramentas mínimas necessárias para dar início a operação via satélites, adicionando ao nosso currículo de radioamador mais um excitante modo de exercício, deste tão maravilhoso mundo das radiocomunicações.

12 de jun. de 2010

TORRES PARA RADIOAMADOR

TORRES PARA RADIOAMADOR

VISITE O LINK: http://www.feirinhadigital.com.br/rbr/Torres-ham/torres_de_radioamador__introdu%C3%A7%C3%A3.htm

1 de jun. de 2010

Radioamadores dão aula de solidariedade em Londrina - Parana.

Radioamadores dão aula de solidariedade em Londrina - Parana.

Assista o video no link abaixo:
http://www.rpctv.com.br/oeste/video.phtml?Video_ID=87469&Programa=bomdiaparana&tipo=

20 de mai. de 2010

COMO SÃO OS RADIOAMADORES

COMO SÃO OS RADIOAMADORES


O que é ser radioamador ?

O dicionário assim o define :

Radioamador :

"Pessoa que de forma amadora, dedica-se a transmissão e recepção via rádio, nas bandas de freqüências especiais".

O qual tem algo de certo, porem considero que é uma visão muito resumida do que realmente significa ser um radioamador, tratarei de ilustrar um pouco seu significado, já que encerra muitas coisas.

É mais que um simples amadorismo ou passatempo; um radioamador é um servidor público :

Nas emergências tem conseguido salvar vidas graças a este amadorismo, (um furacão, um remédio que não encontra-se em determinado pais, um barco a deriva, etc.), também é um embaixador de seu pais de povo a povo, pôr outro lado é um experimentador nato, com uma vontade de inventar sempre, com a construção de antenas, rádios etc..

Mas quando não há emergências os radioamadores "batem papo", e experimentam com seus equipamentos, muitos dos inventos que hoje estão soltos pelo mundo nasceram graças a este amadorismo, como exemplo a telegrafia, (CW), a televisão, o celular, e bem mais recentemente a Internet.

Como explicado, de uma maneira singela e muito breve, um radioamador não é "um vagabundo", que passa o dia inteiro falando para interferir nos televisores dos vizinhos, o radioamador é uma pessoa a Serviço da Humanidade.

O que é o radioamadorismo ?

Sua denominação oficial é Serviço de Radioamador, cuja definição já foi especificada já a muitos anos atras pela UIT, que é a seguinte :

Serviço de radiocomunicação que tem pôr objetivo a instrução individual, a intercomunicação e os estudos técnicos efetuados pôr radioamadores, isto é, pôr pessoas devidamente autorizadas que se interessam pela radiocomunicação e pela rádio técnica com caracter exclusivamente pessoal, sem fins comerciais e de lucro.

Os radioamadores utilizam o rádio segundo suas preferencias e capacidades pessoais dentro do espirito e do objeto recorridos em sua definição e regulamentação.

Uma das mais importantes possibilidades desta pratica é a experimentação de novos sistemas de comunicação, intercambiando experiências entre os radioamadores e comunicando os resultados.

Os amadores dão lugar em certas ocasiões, a construção pessoal de circuitos e aparelhos a experimentar, o seu desenvolvimento permite aos radioamadores aumentar o nível de conhecimentos técnicos.

Outro aspecto muito interessante e importante para o radioamadorismo é a formação prática e permanente de radiotelegrafistas.

Esta forma de comunicação mantém uma grande vantagem, em respeito a radiotelefonia, pôr permitir comunicações a longas distâncias com meios e potências relativamente reduzidas.

Nesta prática pessoal e recreativa implica também uma função social.

Os radioamadores possuem, entre todos uma vastíssima rede de equipamentos de telecomunicações que alcança todos os confins do mundo.

Esta rede esta disponível desinteressadamente a serviço da comunidade em casos de desgraças ou desastres naturais.

O radioamadorismo tem rendido muitos serviços em casos de terremotos ou inundações, pedindo e transmitindo dados sobre o estado de saúde de familiares que não podem localizar-se pôr outros meios normais, sobre remédios que não conseguem-se facilmente e outros acontecimentos tais como a cooperação com expedições cientificas, ou desportivas.

A própria experimentação é outra forma de serviço a comunidade, pois alguns dos sistemas experimentados pêlos radioamadores populariza-se para o uso do grande publico como aconteceu com as ondas curtas ( hoje usadas pêlos governos e emissoras para a radiodifusão de seus programas ao exterior).

Em tempos de guerra os radioamadores prestam ajuda ao exercito de seu pais; durante a guerra das Malvinas os radioamadores argentinos integraram-se na defesa nacional.

O radioamadorismo não é somente experimentação e intercâmbio de informações das suas atividades, pois graças ao radioamadorismo que se fazem novos amigos, enriquece sua cultura e os conhecimentos em geral, pois é uma atividade sadia e de entretimento.

Em definitivo o radioamadorismo é um mundo que esta formado pôr pessoas com um ponto em comum :

O rádio que utilizam intercambiando idéias, experiências, etc., fazendo amizades, anulando fronteiras, esquecendo ideologias, inclusive os níveis sociais, já que no momento quando duas estações estabelecem contato, somente são pessoas com algo em comum, sua paixão pelo rádio.


Os radioamadores

O regulamento dos radioamadores mundiais, define o radioamador como pessoa devidamente autorizada e que se interessa pela rádio técnica com caráter exclusivamente individual, sem fins lucrativos e que realiza com sua estação atividades de instrução, de intercomunicação e estudos técnicos.

Vamos esclarecer um pouco esta parte.


Pessoa devidamente autorizada:

Não é radioamador aquela pessoa que simplesmente possui um equipamento transceptor e que gosta de falar via rádio.

Para ser radioamador, a que ter uma grande preparação e conhecimento da atividade, que se obtém realizando um curso correspondente nos radio clubes e em continuação render-se ao exame de ingresso a atividade, e em seguida se aprovado recebe-se a licença de radioamador, a partir deste momento a pessoa pode considerar-se como um deles.


Na rádio técnica com caráter exclusivamente individual

Digamos que o objetivo primordial do radioamador é a experimentação, para aprender e ampliar seus conhecimentos sobre o rádio, propagação e não para obter um beneficio econômico, como fazem as vezes alguns dos colegas que fabricam antenas em quantidades e fazem disso um comercio.

Lamentavelmente, a idéia inicial ou o espirito da atividade, vai-se perdendo com o correr dos anos, devido que hoje em dia é muito fácil adequerir um equipamento industrializado para radioamador (fabricado pôr companhias), pelo que já não é tão comum o radioamador construir o seu equipamentos, antenas e acessórios etc.,.

Poderia dizer que, a maioria dos radioamadores operam equipamentos adequeridos, pois o interesse pela rádio técnica esta se perdendo, principalmente devido a grande quantidade de problemas que englobam a humanidade:

Antigamente, um radioamador dispunha de tempo e tranqüilidade como para sentar-se e aprender eletrônica, e armar seu próprio equipo e antenas.

Hoje o ritmo de vida que levamos faz com que isto seja bastante difícil, pois poucas pessoas dispõem de tempo para aprender e construir.


Sem fins lucrativos

A atividade de radioamador não deve proporcionar ao mesmo nenhum ingresso econômico ou material de nenhum tipo, sabemos que o radioamador esta disponível quando ocorre alguma tragédia, ou quando alguém precisa de seu serviço para conhecer o estado de saúde de algum parente ou amigo em outro ponto do mundo.

Bem em um caso assim, ou qualquer favor em que o radioamador brinde com sua estação de rádio, não deve exigir dinheiro pelo serviço prestado.

Nada proibi o radioamador de receber e aceitar um presente como reconhecimento e agradecimento da pessoa que recebeu o favor, agora se o presente for exigido pelo radioamador, esta sua atitude não esta nada bem e ademais vai contra os princípios do radioamadorismo (sem fins lucrativos).


Realiza com sua estação atividades de instrução de intercomunicação e estudos técnicos

O radioamador não é somente o que sua difinição diz, pois também é (ou sempre deveria ser), cordial com outros radioamadores ou aspirantes, ser bem disciplinado quanto a forma de operar e com o vocabulário empregado, etc..

A melhor maneira de conhecer como é um radioamador, é ligar um receptor de rádio, conectar uma antena e escutar um ou mais contatos entre radioamadores.

Tal vez fazendo-o descubram-se mais virtudes necessárias para selo, do que lendo este singelo artigo.

O que pode fazer um radioamador ?

Basicamente, qualquer coisa que interesse, sempre que não saia dos termos de sua licença.

Em geral, o radioamador, uma vez obtida a licença de funcionamento, a sua grande satisfação será de fazer amigos, porem com o correr do tempo vai inclinando-se para alguma atividade em especial.

Pôr tratar-se de um passatempo técnico, existem distintas áreas de ação segundo as deferentes tecnologias que podem ser aplicadas as comunicações, incluindo :

Comunicados de alcance mundial pôr transmissão de voz, (fonia SSB ou AM), CW ou telegrafia (utilizando o Código Morse ), RTTY (radio-teletipo), e suas variantes digitais geradas pôr meio de computador como o PACKET (radio-pacote), AMTOR, PACTOR, G-TOR, PSK31, MFSK, HELLSCRIBER, etc..

Comunicações em FM (frequencia modulada), em VHF e UHF (frequencias muito elevadas), entre estações fixas (bases), móveis ou portáteis (handies ou walkie-talkies), em forma direta entre equipamentos, pôr meio de repetidoras (estações situadas em lugares elevados que retransmitem os sinais e assim ampliam a sua cobertura.

Transmissão de imagens fixas ( em branco e preto ou a cores ), via SSTV (televisão de varredura lenta), ATV (televisão radioamadora), com imagens comparáveis aos canais comerciais.

Comunicações via satélite, pôr meio de uma numerosa frota no espaço, desenhados, construídos e de propriedade de grupos de associações de radioamadores, lançados como acompanhantes em missões comerciais, incluindo estações em naves como a desaparecida estação espacial MIR, na atual ISS e nos transportadores espaciais da NASA (EE.UU.) e da ENERGIA (RUSSÍA).

Na esperança de que o presente artigo seja do agrado de todos espero seus comentários, críticas ou sugestões, pôr agora despeço-me com um forte e cordial

Alves - PP2RR

18 de mai. de 2010

LANÇAMENTO DA KENWOOD 2010 DO TS-590S

Kenwood confirma lançamento na Tokyo HAM Fair de 2009 em DAYTON e apresenta o
belíssimo TS-590s e o HT TH-D72, com GPS, APRS e muitos outros recursos
como mini USB e EchoLink® .




Espera-se para este ano ainda o lançamento no mercado deste HF que apresenta
muitas novidades tecnológicas como o DSP 32-bit de ponto flutuante. A Kenwood
promete que o desempenho avançado do receptor e uma extensa gama de recursos
fazem deste equipamento, o ideal, tanto para iniciantes como experientes DX'er.


A Kenwood garante que vai desafiar o mercado com este transceiver,
desenvolvido a partir do TS-570D (G). Os pontos fortes são o menu de
função do usuário, nova IF DSP com a seleção de Hi / Low, corte DSP tune
inclinação e VBT (Variable Band Tuning), que altera a largura de banda passante,
para a rejeição de sinais nas proximidades. O painel frontal terá um novo design
com um estilo novo para os botões e teclas.




Download WSJT-X - Official program page

 Pagina Oficial do programa WSJT-X — Downloads (wsjtx.github.io)